Vhils, nome por que é mais conhecido o artista plástico português Alexandre Farto, foi convidado para tomar conta do Courrier International de 7 de Maio. A publicação considera Vhils como uma “figura maior da arte urbana”, destacando o seu trabalho de esculpidor de rostos em todas as paredes do mundo, “numa tentativa de devolver um pouco de humanidade às cidades”. Desta vez, é no Courrier International que Vhils esculpe os quatro rostos que surgem nas quatro capas da revistas, actualmente à venda nos quiosques.

Na apresentação deste número extraordinário de 72 páginas, revela-se que, durante vários meses, o Courrier International e Vhils trabalharam, em Paris e em Lisboa, para construir esta edição especial, na sua dimensão gráfica e editorial. A ambição, acrescenta-se, é propor “outra leitura do mundo, construída como um diálogo, uma ressonância entre um jornal que olha para o mundo e um artista que o atravessa e o interpreta através de todas as suas criações”.
O Courrier International afirma ter pretendido homenagear o jornal de papel como “um objecto sensível, precioso, maleável, e para isso confiar a sua transformação a um artista cuja obra consiste em jogar com a matéria, as camadas e as estruturas, ‘numa forma de destruição doce e poética, que cria algo mais belo do que havia antes’. como ele [Vhils] gosta de dizer”.
As obras que Vhils criou em todos os continentes ilustram as páginas desta edição. Na secção 360°, encontra-se uma apresentação detalhada de Vhils e da sua obra, das suas influências e do seu modo de trabalhar. Em complemento, uma longa entrevista com o artista.
Oferecer as páginas de uma publicação a um artista plástico proporciona aos leitores de jornais e revistas números inesquecíveis. O diário espanhol El País e o francês Libération são bons exemplos dessa prática.
