Os sítios em que, hoje, é possível comprar um jornal ou uma revista estão em vias de total desaparecimento. Os velhos quiosques, que foram parte indissociável da imagem urbana, já quase só sobrevivem se e quando se adaptaram para outras funções. Em muitas localidades, e não apenas nas mais pequenas e nas do interior, quem quiser comprar um dos poucos jornais diários perceberá que tem perante si uma tarefa cansativa, que talvez apenas tenha êxito com a deslocação a uma loja de um posto de venda de combustível. Se o objectivo for comprar uma publicação estrangeira específica, o leitor será obrigado a ir a uma grande superfície comercial para verificar se aí, por acaso, existe algum quiosque. Frequentemente, não existe e, se existe, tem quase só revistas cor-de-rosa e uma ou outra mais sobre astrologia ou saúde, que parecem fazer parte da decoração de um posto de vendas de raspadinhas.
Os derradeiros vendedores de jornais e revistas queixam-se, com razão, de mil e uma dificuldades. Todos os leitores dos jornais diários portugueses de informação generalista não conseguiriam encher um dos nossos três maiores estádios de futebol.
Tudo se conjuga para que os jornais e as revistas em papel desapareçam.

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